terça-feira, janeiro 09, 2007

Das férias 1

Uma das férias.
Uma bela tarde, depois de cinco dias com dois jogos de vôlei e três de biribol por período, finalmente o joelho deu o ar se sua graça. Ou melhor traduzindo, a dor de minha agonia.
Sorte que no belíssimo hotel em que eu me hospedava havia o serviço de massagem relaxante ou estimulante - conforme a necessidade da clientela. No meu, apesar de precisar da tal estimulante, o dia estava mais para a relaxante.
Hora marcada e lá vou eu para o spa (chiquérrimo não acham). Me atende uma proeminente atendente que, com a voz suave como uma uva, pede que eu vá até a sala ao lado e aguarde a Teresa.
Eu, crente que a dita Teresa seria uma daquelas massagistas que a gente só encontra em hotel e que daria, de uma vez por todas, solução ao meu joelho, recebo uma Kahuna (igual à 99,7% dos leitores desta coluna, eu também nunca fui ao Havaí, mas já vi em filmes aqueles sacerdotes que insistem em usar uma tanguinha de folhas cobrindo parte da saliente barriga. Usem a imaginação e vocês vão lembrar de algum kahuna... 1,38 de altura e 138kg de peso... imaginaram... pois bem, tinha uma na minha frente).
E o pior: ela segurava um chinelinho de palha, que tentava - em vão - imitar uma Havaianas (detalhe, eu morro de aflição no meio dos dedos e por mais que não deformem, não soltem as tiras e não confiram chulé: eu não uso Havaianas).
Contudo, todavia, entretanto... diante da Kahuna de braços esticados com aquela coisa na mão dizendo com toda suavidade do mundo: Coloca isso aí! Não tive outra escolha a não ser colocar a dita nos pés.
Bem, pensei, é só para me levar até a sala da massagem.
Mas, antes disso, ela me esticou um roupão e mandou colocar.
- Tem?
- Coloca.
Pus e ela me levou até a sala da frente. Literalmente 1,64 passo distante da sala em que estava e disse.
- Tira o roupão!
- Mas eu acabei de...

De roupão tirado, deitei na confortável cama/maca (que coincidentemente tem as mesmas letras apenas mudando a ordem.... crônica também é cultura gramatical!) e a Kahuna me cobriu com um lençol, me jogou um treco pesado sobre os olhos e disse para aguardar.
Felizmente a Kahuna não era a Teresa.

Começa uma musiquinha suave, relaxante,,,, lembrando água caindo e escuto passos leves entrando no ambiente, fechando a porta e dizendo com uma voz angelical.
- Seu nome é Asderbaldo, não é?
- Sim e, pelo que ouvi, o seu é Teresa.
- Exatamente, vamos começar?
- Claro!

Sorrateiramente, dei uma puxadinha na venda para ver a forma angelical da Teresa e o que vi...ai, a Kahuna estalando os dedos
continua

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